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Lesões no joelho

O joelho é uma articulação complexa e sujeita facilmente a lesões devido à quantidade de movimentos que permite.

É constituído por ossos, articulações, cartilagem (meniscos), ligamentos, bursas, tendões e músculos.

Nas patologias do joelho, as mais frequentes são as lesões dos ligamentos laterais, dos meniscos, dos retináculos, das bursas, dos tendões e dos ossos.

As lesões podem dever-se a alterações estruturais nos pés e na coluna. E alterações nos joelhos também podem gerar alterações estruturais patológicas em diversas partes do corpo.

Apesar de diversos desportos de impacto e contacto físico constituírem um factor de risco para o desenvolvimento de patologias do joelho, também os factores idade e genético são preponderantes. Além disso, também os factores climáticos, como a humidade e o frio podem exercer um efeito nocivo.

joelho

Condromalácia patelar

A condromalácia patelar refere-se ao amolecimento da cartilagem da patela. Nesta patologia a cartilagem fica mole e, quando a patologia evolui, pode haver uma total destruição da mesma. A cartilagem articular, devido à sua estrutura, tem uma capacidade de cicatrização muito limitada.

A patela/rótula tem como função a melhoria dos movimentos de flexão e extensão, além da proteção da superfície articular anterior da articulação do  joelho.

Como possui conexões com todas as estruturas articulares do joelho, sofre a acção de forças de várias direcções.

Quando estas forças não estão equilibradas*, quando há imperfeições nas superfícies ou formato ósseo, ou quando há um desalinhamento do membro inferior, há uma sobrecarga da face posterior da rótula, que é revestida por cartilagem.

Esta cartilagem permite o deslizamento da patela no fémur durante os movimentos de flexão e extensão do joelho.

A condromalácia condiciona tanto a performance desportiva, como a qualidade de vida de quem a tem.

Sintomas

Os sintomas mais comuns são: dor ao realizar esforços ou depois de estar muito tempo sentado(a), dificuldade em subir e descer escadas, falta de força no joelho ou sensação do joelho falhar.

Estes sintomas podem piorar no Inverno, com o frio e a humidade e apresentar crepitações, ou seja, barulhos ao mover o joelho.

Muitas vezes a dor deve-se a afecções no tendão do quadrícipe, tendão patelar, na pata de ganso (semitendinoso, grácil e sartório), no trato/banda iliotibial, etc.

*Vários músculos estão ligados à patela, permitindo os movimentos do joelho e estabilizando-a. Além dos músculos, também retináculos permitem a estabilidade da rótula. Quando estes não estão equilibrados, geram desalinhamentos da patela.

Tratamento da condromalácia patelar

Na nossa clínica o tratamento começa por uma avaliação cuidadosa a fim de se compreender todos os desalinhamentos e desequilíbrios musculares e articulares, por forma a corrigir a causa do problema e não só aliviar os sintomas.

Desta forma ficará bem ao curto, médio e longo prazo.

Para realizar as correcções são utilizadas técnicas como a Massagem Tui Na, Acupunctura, Ventosas, Moxibustão, Fitoterapia Chinesa, Bandas neuromusculares, Mangnetoterapia, etc.

São também recomendados exercícios para que faça com regularidade, de forma a prevenir o aparecimento dos sintomas e a impedir o agravamento do problema.

Gonartrose ou Artrose no joelho

A artrose, ou mais correctamente, osteoartrose, indica o desgaste/degeneração da articulação. Esta doença atinge essencialmente a cartilagem articular, que é um tecido que se encontra nas extremidades dos ossos, permitindo que estes se articulem entre si.

Esta cartilagem é nutrida pelo líquido sinovial, que lubrifica a articulação, facilitando o deslizamento e os movimentos da articulação.

Com o desgaste da articulação, o movimento entre os ossos faz-se com atrito, podendo gerar um processo inflamatório na articulação (artrite), gerando dor e aumento do volume da articulação.

Com o avançar da situação aparecem os bicos de papagaio (osteofitos), que são saliências ósseas, originadas por reações do osso aos pequenos traumas, processos inflamatórios e ulceração da cartilagem articular.

Com a continuidade deste processo degenerativo, o joelho pode perder a sua função, ou seja calcifica, gerando grandes limitações no movimento. Esta perda de movimento da articulação gera um enfraquecimento da musculatura envolvente, piorando assim ainda mais o seu funcionamento.

Alguns sinais de alerta

  • Crepitações, ou seja estalos/barulhos ao movimentar o joelho
  • Desvios do membro inferior. Podem ser iniciados por alterações no equilíbrio muscular, alterações nos ligamentos colaterais e deformações ósseas. Existem dois tipos de deformações: varo (pernas arqueadas) e valgo (pernas em tesoura).
  • Alterações na coluna. Podem originar esta doença, devido aos desequilíbrios gerados na marcha.
  • Alterações na forma de colocar o pé no chão. Podem originar esta doença, devido aos desequilíbrios gerados na marcha.

Se tem algum destes sinais, recomendamos que entre contacto connosco para que possamos corrigir o seu problema a tempo, antes de se iniciar o processo degenerativo (artrose).

Factores de Risco

Esta patologia atinge maioritariamente pessoas a partir dos 60 anos de idade. No entanto os pacientes mais novos podem sofrer de artroses devido a traumas.

As alterações hormonais na mulher também são um factor acrescido para o desenvolvimento desta patologia, tendo portanto incidência nas mulheres depois dos 40 anos de idade.

As pessoas que apresentem um mau alinhamento dos membros inferiores, tiverem sofrido traumas nos joelhos ou tenham excesso de peso, também têm riscos acrescidos.

Tratamento

O nosso tratamento visa a melhoria da função muscular, o ganho de mobilidade, a eliminação da dor, o aumento do líquido sinovial e do espaço interarticular.

São selecionadas e aplicadas as técnicas mais adequadas para o seu caso e recomendados exercícios que visam a correcção das estruturas que estão desalinhadas. Garantimos assim uma recuperação duradoura.

Através da nossa avaliação, percebemos o que se passa consigo e, recorrendo à nossa grande variedade de técnicas disponíveis, conseguimos que recupere.

Tendinite Patelar/Rotuliana (joelho do saltador)

A tendinite patelar/rotuliana é também conhecida como “joelho do saltador”.

Esta patologia consiste na inflamação do tendão patelar/rotuliano, que fixa a patela à tíbia. Normalmente está relacionada à prática de desportos que exigem saltos e/ou desacelerações bruscas, como é o caso do vólei, basquete, futebol, atletismo, andebol, etc.

No caso da patologia não ser devidamente tratada, pode-se tornar crónica, diminuindo assim o rendimento desportivo.

Se persiste, o tendão fica menos elástico, menos nutrido e pode romper. Quando este tendão se rompe, o atleta é forçado a parar a actividade física por um período até que recupere totalmente.

Factores de risco

Além da prática de desportos que incluam saltos e desacelerações bruscas, outros factores podem predispor o aparecimento da tendinite patelar.

  • Excesso de peso
  • Joelhos em varo (para fora/pernas arqueadas) ou em valgo (para dentro/pernas em tesoura)
  • Patela/rótula elevada
  • Diferenças entre o comprimento dos membros inferiores
  • Desequilíbrios musculares, como o encurtamento dos isquiotibiais e quadricípete
  • Alterações na pisada (forma de colocar o pé no chão)
  • Alterações hormonais
  • Técnica inadequada na prática do desporto ou excesso de treino

Sintomas

Os principais sintomas são a dor no joelho e a dor na região inferior da patela/rótula, que piora com a actividade física.

Tratamento

O nosso tratamento, na fase aguda, passa pela desinflamação do tendão e pelo alívio da dor. Além da acupunctura, a aplicação de ervas medicinais chinesas e técnicas complementares, não pode faltar a aplicação de gelo e descanso.

Na fase subaguda, o tratamento inclui a melhoria da mobilidade do joelho e dos músculos afetados, como os flexores e extensores do joelho, entre outros, bem como o reforço muscular.

Conseguimos alcançar estes objetivos nos nossos tratamentos través das técnicas de massagem Tui Na, Acupunctura, electroestimulação, exercícios terapêuticos, etc.

Também verificamos a existência de fibroses (casos mais antigos), as quais eliminamos para restabelecer o movimento normal do tendão.

Tendinite da Pata de Ganso

Denomina-se por pata de ganso, devido à sua aparência, uma vez que os três tendões dos músculos se reúnem na face interna do joelho: semitendinoso, grácil e sartório. Estes músculos são responsáveis pela flexão do joelho e evitam que o joelho vá demasiado para dentro (valgo/pernas em tesoura).

Sintomas

A tendinte da pata de ganso gera dor na face interna do joelho, abaixo da linha articular. Essa dor pode ser agravada pelos movimentos de flexão do joelho ou ao subir e descer escadas. No local pode ainda haver inchaço devido a bursite (bursa anserina).

Causas

Esta patologia dá-se devido à rotação excessiva do joelho, ou deste se encontrar em valgo (para dentro), uma vez que são estes músculos que estabilizam o joelho e evitam que este vá demasiado para dentro.

Esta patologia é comum nos atletas.

Tratamento

O nosso tratamento, na fase aguda, consiste na desinflamação dos tendões afectados, através de Acupunctura, Electroestimulação, Ventosaterapia, etc.

Após essa fase, são iniciados tratamentos para o equilíbrio muscular, como é o caso do reforço da musculatura lateral do membro inferior e cintura – glúteo médio, tensor da fáscia lata, etc.

O tratamento inside também do equilíbrio da pisada, porque uma pisada irregular vai afectar o joelho.

Na Clínica José Fontes, realizamos uma avaliação cuidada e detalhada de cada paciente, pois só assim é possível garantir que os tratamentos são os mais adequados e os resultados eficazes.

Síndrome do Trato Iliotibial

A síndrome do trato iliotibial, síndrome da banda iliotibial, síndrome do atrito iliotibial ou tendinite do corredor é uma das lesões mais comuns em corredores e ciclistas.

O trato iliotibial é uma banda de tecido fibroso que se comporta como um tendão. Inicia-se no osso ilíaco (bacia), onde recebe o nome de tensor da fáscia lata. Percorre a face lateral da coxa e insere-se abaixo da superfície articular do joelho,  numa região denominada por tubérculo de Gerdy, ou seja, na região anterolateral e proximal da tíbia.

A parte mais distal do trato iliotibial (que é um tecido fibroso) passa por cima do bordo externo do côndilo femoral lateral, ou seja, passa por cima do osso. Quando o joelho flecte a cerca de 30 graus, este tecido, ao roçar gera inflamação, com o atrito repetido.

Também a bursa (bursa profunda do trato iliotibial) que se encontra entre o epicôndilo lateral e o trato iliotibial, ou seja, entre o osso e o trato iliotibal fica inflamada.

Sintomas

O principal sintoma da inflamação da banda/trato iliotibial é a dor na região lateral do fémur, próximo ao joelho.

Normalmente a dor aparece depois de se percorrer uma grande distância e aumenta com a continuidade da actividade. Com o descanso a dor desaparece, mas ao se reiniciar a corrida, a dor volta a surgir.

Factores de risco

A inflamação do trato iliotibial aparece sobretudo em corredores e ciclistas, uma vez que realizam movimentos que geram atrito na banda iliotibial por um longo período de tempo.

As corridas em terrenos desnivelados e o excesso de treino também podem propiciar o aparecimento da dor. Também encurtamentos e desequilíbrios musculares podem gerar uma tendência a inflamar estes tecidos.

Um factor importante a considerar é o calçado, pois quando o pé fica supinado, ou seja, a descair para fora, também o joelho se encontra em varo (para fora), o que gera mais atrito na banda iliotibial.

É importante verificar se o calçado se encontra em bom estado. Caso verifique a tendência em inclinar o pé para fora, contacte-nos para que o ajudemos a corrigir esse problema e assim evitar o aparecimento desta patologia.

Tratamento

O nosso tratamento está dividido em duas fases:

Fase aguda

Nesta fase o principal é desinflamar os tecidos lesados e restabelecer a mobilidade do membro inferior. Este procedimento é realizado através da Acupunctura, Ventosaterapia, Electroestimulação, Fitoterapia (Suplementação natural), etc.

Após a fase aguda

Nesta fase, em que a inflamação passou, inicia-se o trabalho de equilíbrio muscular. Vão ser relaxados os músculos que estão tensos e encurtados, tratados os que apresentam fibroses e tonificados os músculos necessários, para que desta forma fique com o corpo equilibrado.

Para esta fase são aplicadas técnicas como a Massagem Tui Na, a Acupunctura, Acupotomologia, Electroestimulação, os exercícios terapêuticos, bandas neuromusculares, etc.

Quisto de Baker

O quisto de baker (quisto poplíteo) é um quisto de líquido sinovial que se forma na região posterior do joelho (cavado poplíteo) e apresenta-se como uma saliência.

Quando é muito volumoso pode originar dor, dificuldade na extensão e flexão do joelho e até comprimir vasos sanguíneos e nervos que passam pelo cavado poplíteo. No entanto, muitas pessoas não apresentam sintomas nem sabem que têm quisto de baker.

Causas

No joelho existe um líquido que lubrifica a articulação chamado líquido sinovial.

Devido a algumas patologias no joelho, pode haver um aumento da produção de líquido sinovial (sinovite), gerando uma acumulação deste e, consequentemente a formação do quisto.

Tratamento

Na nossa clínica tratamos o quisto de baker resolvendo a questão que está a gerar o aumento de líquido sinovial e tratando o quisto em si. Para isso o paciente é avaliado, são detectados os factores causadores do quisto e corrigidos. Além disso, também realizamos intervenção sobre o próprio quisto.

Temos bastante experiência clínica no tratamento deste tipo de patologia. Recorremos a técnicas como a Acupunctura, acupotomologia e outras semelhantes.

Lesão da gordura sub-rotuliana (síndrome de Hoffa) 

A síndrome de Hoffa recebe também o nome de lesão da gordura sub-rotuliana ou infrapatelar, uma vez que se trata da inflamação na gordura que se localiza atrás do tendão patelar, abaixo da patela.

Esta gordura ajuda na movimentação do joelho e na nutrição e reparação das articulações.

A síndrome de Hoffa aparece quando uma inflamação gera aumento da gordura, hemorragia e fibrose.

Causas

Este tipo de lesão costuma dar-se mais frequentemente em atletas, sendo resultado de movimentos de rotação excessivos, contracção de forma errada do músculo anterior da coxa ou hiper-extensão do joelho, ou seja, esticar mais do que deveria. Estes movimentos geram microlesões no tecido gorduroso, gerando a inflamação e a fibrose.

Quando o atleta movimenta o joelho de forma inadequada, com movimentos de rotação excessivos, e contrai de forma errada o músculo anterior da coxa, aparecem microlesões no tecido gorduroso.

Tratamento

O nosso tratamento para a síndrome de Hoffa consiste na desinflamação dos tecidos inflamados, no tratamento das articulações afectadas, no restabelecimento do equilíbrio muscular e no alinhamento da patela.

Na nossa clínica tratamos eficazmente esta patologia com recurso às diversas técnicas terapêuticas que dispomos, como a Acupunctura, Acupotomologia, Massagem Tui Na, Ventosaterapia, electroestimulação, bandas neuromusculares (kinesiotape), Osteopatia chinesa, entre outras.

Lesão dos meniscos

Os meniscos são estruturas fibrocartilaginosas em formato de meia lua, com consistência semelhante a uma borracha. Situam-se no interior dos joelhos, um no lado interno e outro do lado externo do joelho.

A principal função dos meniscos é distribuir a carga que passa na articulação, para ajudar a diminuir a pressão exercida sobre a cartilagem que recobre os ossos no joelho, funcionando como amortecedores. São elementos de absorção dos choques e impactos.

Funções do menisco

  • Absorver o impacto
  • Distribuir a carga
  • Diminuir o atrito na cartilagem articular
  • Promover a congruência articular aumentando a área de contacto
  • Limitar os extremos de flexão e extensão do joelho

Causas

A lesão dos meniscos ocorre devido a desportos de contacto/impacto ou que exijam mudanças repentinas de direcção. Ocorre também devido ao desgaste da cartilagem, que ocorre com a idade. Neste último caso, as lesões no menisco podem ocorrer mesmo com movimentos simples.

Quando há rotura de um menisco, pode ouvir-se um som. Embora seja possível continuar a andar e a praticar desporto, depois de 2 ou 3 dias o joelho fica inchado e há uma diminuição da mobilidade.

Sintomas

Os principais sintomas desta lesão são a dor, normalmente localizada nas laterais do joelho, do lado interno ou do lado externo, consoante o menisco lesionado.

Outro sintoma é o bloqueios do joelho causado pelo deslocamento do menisco de um lado para outro. Este bloqueio gera alguns “estalos”, e pode imobilizar o joelho em certas posições.

Tratamento

No caso das lesões degenerativas, musculares e ligamentares, sem rompimento/fratura de estruturas, o tratamento conservador, como o que realizamos na nossa clínica, é muito eficaz.

No nosso tratamento, focamo-nos nos seguintes objetivos: desinflamação, aumento do líquido sinovial e activação da circulação.

Para além destes objetivos, focamo-nos igualmente no equilíbrio das estruturas musculares, assim como no tratamento dos ligamentos (quando lesados).

Na nossa consulta de Medicina Chinesa, combinamos o uso de Acupunctura, Eletroestimulação, Massagem Tui Na, Ventosaterapia e bandas neuromusculares para alcançar os objetivos mencionados.

Além do tratamento, também o repouso é importante. Deve evitar-se o peso sobre a perna afectada (usando canadianas). Para além disso, a aplicação de gelo e a elevação da perna também contribuem para o sucesso do tratamento.

Lesões da cartilagem do joelho

A cartilagem é um tecido fibroso e elástico que reveste as nossas articulações. É formada essencialmente por colagéneo, água e umas células denominadas condrócitos.

Por ser pouco irrigada por vasos sanguíneos, o tecido cartilaginoso apresenta um baixo potencial de regeneração, embora em alguns casos se forme um tecido cicatricial fibrocartilaginoso (sem as mesmas características da cartilagem normal).

A cartilagem tem como principal função amortecer impactos (da marcha, corrida, saltos, etc.) e favorecer o deslizamento entre as superfícies dos ossos. Quando a cartilagem está boa não há atrito.

Ao processo de desgaste da cartilagem de uma articulação dá-se o nome de artrose.

Quando a cartilagem articular sofre uma lesão denomina-se uma lesão condral. Caso a lesão afecta também o osso denomina-se por lesão osteocondral.

As lesões da cartilagem do joelho referem-se frequentemente às roturas dos meniscos.

Os meniscos são duas estruturas que temos em cada joelho e que servem para transmitir as forças entre o fémur e a tíbia (como borrachas que absorvem impactos), além de estabilizarem o joelho.

Causas

As lesões da cartilagem podem ocorrer devido a movimentos bruscos de torção, rotação, desaceleração e contacto/impacto.

Podem também ocorrer devido a posições incorrectas prolongadas. Por isso, no caso do joelho, é importante averiguar o alinhamento dos membros inferiores.

São ainda factores relevantes o excesso de peso e as doenças auto-imunes.

Sintomas

O principal sintoma é a dor. Na área lesada desenvolve-se um tecido denominado fibrocartilagem. Este tecido não tem a mesma elasticidade da cartilagem e não é tão liso. Os ossos necessitam de deslizar um sobre o outro de forma fluída e suave.

Quando há atrito gera-se inflamação da articulação e dor. Os tecidos envolventes afectados também inflamam e geram dor.

Se um dos fragmentos da cartilagem se soltar pode bloquear o movimento da articulação e gerar bastante dor e inchaço do joelho.

Quando estas lesões persistem por muito tempo, começa a haver perda de massa muscular, devido à diminuição da mobilidade do joelho. Também os ligamentos do joelho sofrem alterações.

Muitas vezes as dores pioram com o clima frio e húmido e a pessoa apresenta dificuldade em subir e descer escadas.

Quase sempre, outras estruturas estão afectadas, como é o caso do tendão do quadrícipe, tendão patelar, pata de ganso (semitendinoso, grácil e sartório), trato/banda iliotibial, etc.

Tratamento

Nos casos agudos, quando ocorre o trauma, devem usar-se canadianas e aplicar gelo durante 20 minutos, várias vezes ao dia, durante 48 horas. Também a elevação da perna é benéfica para facilitar a diminuição do inchaço.

Nesta fase, o tratamento com Acupunctura na nossa clínica é benéfico uma vez que conseguimos produzir um efeito anti-inflamatório e activar mecanismos do corpo que aceleram a recuperação.

Na fase posterior (quando a inflamação desaparece) o tratamento consiste em estimular a cicatrização da cartilagem (o melhor possível) através do aumento e do movimento do líquido sinovial no local.

Para garantir um tratamento eficaz, também trabalhamos os músculos e os ligamentos do joelho que se encontrem afectados.

Lesão dos ligamentos laterais (ou colaterais)

No joelho existem dois ligamentos laterais (ou colaterais), um interno e outro externo, que como o nome indica, se situam nas laterais do joelho. Têm a função de controlar os movimentos laterais do joelho, facilitar a rotação e suportá-lo no caso de movimentos anormais, evitando que este se desloque em demasia.

Sintomas

No caso de lesão dos ligamentos laterais/colaterais, o principal sintoma é a dor, na face interna ou externa do joelho. Normalmente há inchaço e pode haver hematoma.

Pode também haver dificuldade em caminhar.

Se for mais grave, pode haver instabilidade do joelho, como que este fosse ceder.

Causas

A lesão dos ligamentos laterais/colaterais ocorre por pancada no local, torções e forças sobre o joelho ou mudanças bruscas de direcção.

O ligamento externo é afectado quando a perna fica em varo, ou seja, o joelho demasiado para fora (pernas arqueadas).

O ligamento medial/interno é afectado quando a perna fica em valgo, ou seja, quando o joelho está demasiado para dentro (pernas em tesoura).

Desportos como o futebol, andebol e o esqui aumentam o risco de lesão destes ligamentos.

Também o desalinhamento do membro inferior e o calçado inapropriado podem estar na origem de pequenas lesões nos ligamentos laterais/colaterais.

Tratamento

Aquando da lesão, deve aplicar-se gelo no local durante 15 a 20 minutos, com intervalos de pelo menos uma hora. Deve evitar-se aplicar peso sobre o joelho (usar canadianas), e evitar-se a realização de movimentos laterais (pode usar uma tala ou joelheira estabilizadora).

Para diminuir o inchaço, deve elevar a perna várias vezes por dia e durante alguns minutos para diminuir o inchaço.

O tratamento na nossa clínica, nas fases agudas visa a desinflamação, eliminação do inchaço, recuperação da função do joelho e a aceleração do processo de recuperação.

Na fase crónica, o tratamento consiste na eliminação dos tecidos que ficaram mal cicatrizados (fibroses) e na recuperação da função do joelho.

Realizamos um diagnóstico cuidado e, graças à nossa grande experiência clínica, conseguimos garantir um tratamento eficaz e adequado ao seu caso. Utilizamos técnicas como a Acupunctura, Massagem Tui Na, Ventosaterapia e Suplementação natural (Fitoterapia).

Bursite no Joelho

A bursite consiste na inflamação de uma bursa. No caso do joelho existem cinco bursas que podem ser afectadas.

As bursas são pequenas bolsas que contêm líquido (líquido sinovial), com a função de reduzir o atrito entre duas estruturas, podendo ser comparadas a rolamentos. As bursas encontram-se entre ossos e músculos, tendões ou ligamentos separando-os, protegendo-os e facilitando o movimento destas estruturas.

Quando a bursa fica inflamada a produção de fluido sinovial aumenta e o volume também aumenta, podendo atingir alguns centímetros de diâmetro.

Causas

A inflamação na bursa (bursite) é causada pelo atrito frequente e repetido sobre a região articular e pode surgir devido à utilização de saltos altos, a tensão muscular ou pancadas (traumas).

Pode também surgir devido à permanência em posições ajoelhadas, por longos períodos de tempo ou com bastante frequência, como acontece com os mecânicos, canalisadores, jardineiros, etc.).

Também quando um músculo está demasiado tenso gera atrito na bursa e esta inflama. A artrite e a gota são também factores que podem desencadear bursite.

Fatores de risco

A bursite do joelho pode ser causada por uma pressão contínua, por um trauma direto, por microtraumas repetidos ou pela repetição prolongada de certos gestos e movimentos.

Alguns desportos, como as artes marciais, futebol ou voleibol, onde ocorrem pancadas nos joelhos, aumentam a probabilidade do aparecimento de bursites no joelho.

Os corredores apresentam frequentemente inflamação nas bursas da face interna e da face externa do joelho.

Ajoelhar-se por longos períodos de tempo ou ajoelhar-se com bastante frequência, a obesidade, a artrite e as artroses são fatores de risco para o aparecimento da bursite no joelho.

Sintomas

Manifesta-se por dor e inchaço na área correspondente à bursa afectada. Em alguns casos o joelho pode ficar mesmo muito inchado, gerando rigidez e limitação de movimentos.

Quando o inchaço se encontra na parte de trás do joelho, na bursa poplítea, forma-se muitas vezes um quisto, denominado Quisto de Baker.

No caso de uma bursite hemorrágica, o joelho apresentará também um hematoma. Isto ocorre pela lesão de vasos sanguíneos.

Tipos mais comuns de bursite no joelho

Em volta do joelho existem 5 bursas que frequentemente apresentam inflamação (bursite). São elas as seguintes:

  • Bursite pré-patelar

Esta bursite é característica de pessoas que passam muito tempo ajoelhadas. A bursite ocorre na frente do joelho, na bursa pré-patelar.

Este tipo de bursite é também conhecida como “joelho de empregada doméstica” pelo facto de antigamente as empregadas domésticas lavarem o chão de joelhos e por isso sofrerem de bursite pré-patelar.

  • Bursite Anserina

A bursite anserina ocorre na região conhecida como “pata de ganso”, na face interna do joelho, entre o ligamento colateral mediano e os músculos semitendinoso, grácil e sartório.

  • Bursite Iliotibial

Esta bursite normalmente é designada por síndrome da banda/trato iliotibial. Ocorre na face externa do joelho, entre o tensor da fáscia lata (banda iliotibial) e a tíbia.

  • Quisto de Baker

O Quisto de Baker é resultado da bursite semimembranosa. Manifesta-se com inchaço atrás do joelho. A bursa situa-se entre os músculo semimembranoso e o músculos gastrocémio (gémeos).

  • Bursite Infrapatelar

Denomina-se bursite infrapatelar pelo facto de se situar abaixo da patela. Existem duas bursas, uma superficial que se localiza à frente do tendão patelar e outra profunda, que se situa atrás do tendão.

Tratamento

No tratamento da bursite existem dois princípios terapêuticos importantes, os quais realizamos em todos os tratamentos: desinflamar e restabelecer o equilíbrio mecânico do joelho.

Conseguimos desinflamar e restabelecer o equilíbrio mecânico do joelho recorrendo à Acupunctura e à Suplementação natural (fitoterapia). Também recomendamos a aplicação de gelo (20 durante minutos, 3 vezes ao dia), o repouso e o uso de uma joelheira elástica.

Através da Eletroestimulação, Acupotomologia, Massagem Tui Na, Ventosaterapias, Fitoterapia e exercícios terapêuticos conseguimos aumentar a flexibilidade de toda a região e fortalecer os músculos de modo a restabelecer o equilíbrio muscular e evitar inflamações futuras.

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2018-07-25T19:07:55+00:00

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