O ombro congelado (também denominado por capsulite adesiva) é uma patologia caracterizada, tal como o nome indica, pela rigidez na cápsula articular do ombro (tecido que reveste toda a articulação), gerando dor e limitação dos movimentos do ombro.

Este fenómeno é mais comum em mulheres entre os 40 e 60 anos de idade, afetando os dois ombros em cerca de 30% dos casos.

Pode surgir por imobilização prolongada após cirurgia, fractura ou lesão, devido a traumas, movimentos repetidos, a alterações hormonais e processos degenerativos

A capsulite adesiva ocorre em 3 diferentes fases:

  1. Fase inflamatória/dolorosa: quando ocorre  a inflamação na cápsula. No início pode começar por sentir uma dor leve, mas com o passar dos dias a dor aumenta ao fazer praticamente qualquer movimento com o braço. Esta fase costuma durar 3 a 9 meses.
  1. Fase do congelamento/rigidez: Nesta fase verifica-se a perda de movimentos do ombro. A pessoa sente dificuldade em pentear o cabelo, colocar o cinto de segurança, apertar o sutiã, elevar o braço, etc. Nesta fase a dor diminui, embora ainda se sinta dor. Esta etapa costuma durar 4 a 12 meses.
  1. Fase do descongelamento do ombro: com o tratamento adequado os movimentos são recuperados entre 80% a 100%.

Outras causas para a rigidez do ombro

Relativamente à limitação de movimentos do ombro, existem outras patologias que também podem gerar limitações/rigidez do ombro. Apresentamos-lhe as principais patologias:

  • Tendinite calcificante: este tipo de tendinite pode gerar um quadro clínico semelhante à capsulite adesiva, havendo dor e limitação do movimento.
  • Rigidez após cirurgias: cirurgias do ombro podem gerar rigidez por diversos motivos.
  • Rigidez após exercício físico incorrecto: o exercício físico incorrecto pode gerar tensão muscular forte e inflamação dos tendões. Neste caso há dor forte e aguda, podendo haver limitação nos movimentos do ombro. No entanto, com um ou dois tratamentos os sintomas são totalmente revertidos.
  • Artrose do ombro: neste caso a dor progride lentamente, ao longo dos anos, enquanto a artrose se forma.

Factores de risco do ombro congelado

Existem alguns factores de risco, como a diabetes, hipertiroidismo, hérnia cervical, depressão, doença cardiovascular, doença de Parkinson e cirurgia torácica. Outros casos surgem devido a processos inflamatórios. O fator de risco mais comum para se desenvolver esta patologia é a diabetes, especialmente a de tipo I. Cerca de 10 a 20% das pessoas com diabetes desenvolvem capsulite adesiva (ombro congelado).

Tratamento do ombro congelado

No caso do ombro congelado (capsulite adesiva) a cápsula articular está espessa e apertada, com bandas fibrosas (devido a lesões, processos inflamatórios e cicatrização) que geram aderências e diminuição do líquido sinovial, diminuindo a lubrificação da articulação.

A nossa experiência clínica e vários estudos científicos comprovam o efeito da acupunctura no aumento do líquido sinovial e na diminuição das substâncias presentes nos processos inflamatórios. Também através da acupunctura é possível reduzir e eliminar as fibroses. Por isso é a nossa primeira opção. No entanto recorremos a outras técnicas, como a massagem Tui Na, Ventosaterapia (cupping), Moxibustão, ervas medicinais (Fitoterapia), Gua sha, entre outras.

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